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Psicologia do trânsito na prevenção de acidentes

Postado em: Direção segura Prevenção de acidentes Segurança

O que a psicologia do trânsito estuda?

 

A psicologia do trânsito, é uma área do conhecimento que estuda o comportamento humano no contexto do trânsito, investigando fatores internos e externos, conscientes e inconscientes que promovem, influenciam e transformam esses comportamentos.

 

Sua esfera de estudo é constituída de três sistemas principais: a via, o veículo e o homem, sendo o último, o mais complexo, pois tem a maior probabilidade de desorganizar todo o restante do sistema, dependendo das ações que comete. Uma importante vertente da psicologia do trânsito encontra-se no trabalho voltado à problemática de acidentes, tendo como foco o comportamento dos motoristas e como estes influenciam na ocorrência dos acidentes de trânsito.

 

Dentre os aspectos que possuem grande relevância nos estudos voltados aos comportamentos adequados na direção, destacamos:

 

  • Tempo de reação: é aquele que transcorre desde o perigo ser visto, até que o motorista realize alguma ação. Mesmo estando preparado para enfrentar as condições adversas que possam interferir na estrada, não basta simplesmente ver o perigo, é preciso tomar uma decisão e reagir. E alguns fatores influenciam no tempo de reação, um exemplo é a velocidade com que um motorista dirige.  Veja na imagem abaixo, que quanto mais rápido o veículo estiver, maior a distância percorrida para reagir e de fato parar o carro:

 

 

  • Orientação espacial: é a capacidade do indivíduo situar-se no tempo e espaço. As pessoas se orientam com a ajuda de sistemas cognitivos, nos quais células neurais específicas são responsáveis pelo reconhecimento de locais e distâncias.

 

  • Processamento de informação e tomada de decisão: é a capacidade de perceber e interpretar sinais específicos do contexto do trânsito, avaliando também a inteligência voltada à resolução de problemas, relação entre ideias, indução de conceitos e compreensão de implicações. Saiba mais em nosso eBook sobre os riscos comportamentais que causam acidentes de trânsito.

 

 

  • Verificação do equilíbrio entre aspectos da personalidade: principalmente os relacionados ao controle emocional, ansiedade, impulsividade e agressividade, levando em consideração que estes influenciam diretamente no comportamento dos motoristas.

 

  • Percepção das ações adequadas ou não ao trânsito: é a identificação dos valores e julgamentos que levam os condutores a atitudes indevidas ou seguras no trânsito.

 

Como aplicar a psicologia do trânsito na gestão de frotas?

 

A avaliação psicológica para o trânsito passou a se concentrar não apenas nos testes que examinam o processamento de informações ligado à capacidade de tomar decisões, mas também no comportamento e subjetividade. Algumas empresas já utilizam esses aspectos na contratação de motoristas, como é o caso da Viação Águia Branca, em que os levando em consideração, realizam uma parceria entre as áreas de recursos humanos e medicina na avaliação dos candidatos.

 

 

Aqui, características comportamentais como a coerência de raciocínio, relação entre linguagem corporal e falada, autonomia, relacionamento interpessoal, equilíbrio emocional, são cruzadas com os tipos de perfis de condução. Estes abrangem: fatores de risco na direção encontrados nos hábitos e na personalidade do indivíduo, tipos de jornada de trabalho, perfis de empresas já trabalhados, entre outros aspectos. Proporcionando uma avaliação mais completa e embasada em todos os elementos necessários para a contratação dos melhores motoristas para as operações.

 

 

Lembramos que alguns traços de personalidade podem relacionar-se a comportamentos impulsivos, possibilitando direção perigosa, agressividade, irresponsabilidade, intolerância à frustração, impulsividade, entre outros comportamentos que geram riscos na condução de um veículo. Estas características influenciam em maior grau a ocorrência de acidentes de trânsito, e mais ainda quando unidas a características fisiológicas como fadiga por exemplo.

 

Alguns autores da área de psicologia do trânsito defendem que somente o aumento na fiscalização e a maior rigidez da legislação, não serão suficientes para uma redução significativa dos acidentes. Mas são necessárias iniciativas que ajam diretamente no comportamento e conscientização dos condutores, já que a principal causa de acidentes de trânsito decorre de falhas humanas. É nessas horas que a tecnologia é de grande ajuda, pois possui soluções que podem monitorar entre os motoristas, comportamentos de risco que devem ser trabalhados, identificando com quem e onde atuar em treinamentos.

 

A psicologia do trânsito propõe um sistema viário mais humanizado, em que o conceito de prevenção de acidentes está diretamente associado à educação, e não se limita somente à informação, mas também sobre a possibilidade de ação. Os motoristas devem estar preparados e sensibilizados não apenas com informações sobre sinalização e regras para direção, mas principalmente sobre sua conduta e comportamento.

 

Na Viação Águia Branca por exemplo, os motoristas passam por uma entrevista antes de iniciar um turno de trabalho, e se não estiverem descansados e aptos o suficiente para uma direção segura, não trabalham no dia, e não são onerados por isso. Muitos condutores utilizam os recursos disponíveis na empresa (como locais apropriados para dormir e salas de estimulação), pois estão cientes da importância de estarem em perfeitas condições para dirigir. Aqui destacamos a importância do incentivo a esta cultura de segurança, que também deve fazer parte da cultura organizacional, sendo disseminada entre todos os envolvidos.

 

A proposta da psicologia do trânsito é uma aprendizagem humanizada, que provoca uma transformação no comportamento do indivíduo, em suas escolhas, atitudes e personalidade, que penetra em seus valores e age na mudança de comportamentos.

 

Se você deseja aprofundar nos comportamentos de risco dos motoristas, confira o nosso material exclusivo sobre o tema e conheça ferramentas para evitar condutas que podem prejudicar a segurança de colaboradores e terceiros.

 

  • Diego de Alencar Dalcolli

    Excelente artigo sobre a psicologia na prevenção de acidentes.

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