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Crise econômica pós-coronavírus: o futuro da logística e transporte

Postado em: Dicas Gestão de Frotas

Com a chegada do novo Coronavírus, ou COVID-19, muitas incertezas pairam pelo ar. Algumas consequências trazidas pela pandemia já podem, inclusive, serem identificadas na economia do Brasil e do mundo. Quais serão as consequências da crise econômica para o setor de logística e transporte rodoviário? Como enfrentar esse período e como evitar que situações futuras semelhantes abalem sua operação?

Primeiro, vamos analisar as consequências que o mundo já está enfrentando: segundo o FMI – Fundo Monetário Internacional, a economia global deverá encolher 3,0% em 2020, a pior recessão desde a Grande Depressão de 1930.

A China, país onde se originou a doença, já sofreu queda de 6,8% em seu PIB – Produto Interno Bruto no primeiro trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2019,  segundo o NBS chinês – Escritório Nacional de Estatísticas. O PIB brasileiro, segundo o Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, poderá sofrer queda em 2020 entre 0,4% a 1,8%.

A logística também está sendo comprometida pela pandemia. O setor de eletrônicos sofreu queda em sua produção devido às dificuldades no recebimento de mercadoria vinda da China: Samsung, Motorola e outras chinesas interromperam a fabricação de produtos no Brasil, pela inviabilidade de enviar componentes internacionais. 

A queda do varejo online também impacta o setor de transportes. Entretanto, dentre os modais de transporte, nenhum será tão afetado quanto o setor de carga aérea e o transporte de passageiros.

Como fica o cenário para a logística e transporte rodoviário no Brasil?

A NTC&Logística já apurou 26,14% de queda geral no volume de cargas em relação à operação normal das transportadoras. Para carga fracionadas, a queda chegou a 29,81%, enquanto para cargas de lotação o declínio apresentado foi de 22,91%.

Os maiores impactos serão sentidos na logística e transporte de cargas relacionado aos setores automotivo e setores relacionados à cadeia metalúrgica (fabricantes de máquinas e equipamentos). Em contrapartida, a logística e transporte de alimentos e bebidas, produtos para a saúde humana ou animal, produtos para pets, produtos da indústria química ou do agronegócio deverão sofrer menor impacto, segundo a Revista Mundo Logística.

As empresas mais afetadas nesse momento são as de porte pequeno/médio, com faturamento inferior a R$400 milhões anuais. Nessas empresas, a queda identificada já foi de ⅔ do volume de cargas, segundo a Abralog.

Outra dificuldade enfrentada pelo setor de logística e transporte rodoviários são as restrições de locomoção impostas por algumas cidades e estados. Alguns limites intermunicipais foram bloqueados, tornando o transporte de cargas mais dificultoso.

Outra dificuldade enfrentada pelas transportadoras é a saúde de seus motoristas. Os condutores estão diariamente expostos a diversos riscos da profissão, sendo o Coronavírus mais um deles.

Crise econômica no setor de logística e transporte: 3 dicas para enfrentar o período de recessão

Em momentos de crise econômica, é preciso ter em mente que sua operação além de desempenhar um fator econômico importante, também é responsável por parte do fator social: a manutenção dos empregos. 

Afinal, quanto mais pessoas empregadas no país, maior o poder de consumo, levando ao giro da economia e caminhando para a superação da recessão. Por isso, as ações que sugerimos aqui priorizam outros cortes que não o de pessoal. 

1. Realize a revisão orçamentária e priorize investimentos com maior potencial de resultado

O ano de 2020 criou boas expectativas para a maior parte dos brasileiros. Mas quem iria prever uma pandemia para estragar os planos?

Por isso, o orçamento que você realizou para o período pode não condizer mais com a realidade que enfrentará neste ano. É preciso, portanto, revê-lo.

Mas onde cortar gastos na área de logística e transporte?

Repasse, primeiramente, os investimentos planejados para a área no período e se pergunte: o que é essencial para melhorar minha operação e o que poderá otimizar meus gastos? Esses investimentos devem se manter.

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É preciso ter em mente que não se trata de cortar gastos por cortar. Aquilo que protegerá sua operação de problemas futuros é um investimento que vale a pena lutar para manter.

Investimentos que podem ser adiados, por exemplo, são aqueles que dispensáveis à sobrevivência da operação. 

E lembre-se: os investimentos não serão cancelados, e sim adiados até que façam sentido com a condição econômica do período.

2. Redefina metas em três cenários

Assim como o orçamento, suas metas de vendas não serão mais as mesmas. Com o mercado em desaceleração, há grande possibilidade das vendas não serem tão altas quanto às metas estabelecidas. Por isso é importante que essa possibilidade seja considerada.

Uma dica é estabelecer suas metas em três níveis: o cenário pessimista, com lucro mínimo, o cenário ideal, com margem de lucro desejada, e, por fim, o cenário otimista, onde a margem supera as expectativas.

3. Esteja aberto a negociações alternativas com seus clientes

Em períodos de crise econômica, é necessário repensar a maneira de negociar com os clientes. É preciso ter em mente que a mesma recessão enfrentada pela sua operação, está sendo enfrentada pelo seu cliente. Por isso é importante ser um pouco mais flexível neste momento.

Também existe a possibilidade da sua operação de transporte precisar sacrificar prazos ou outros fatores para o benefício da negociação. 

Previna-se contra o imprevisível: como sofrer menos impacto em momentos de crise econômica

As crises econômicas vêm em vão e é preciso estar minimamente preparado para quando elas atingirem sua operação. Por isso, é preciso pensar nos tempos difíceis enquanto se vive os dias bons. Apenas assim você conseguirá se preparar para enfrentá-los.

É importante, portanto, estar sempre olhando para o conceito de eficiência: alcançar o melhor resultado com o mínimo de esforço. Ou, no caso das finanças, com o menor investimento. 

Mas como fazer isso?

É preciso que a sua operação esteja sempre em processo de otimização. Ou seja, diariamente, o gestor se depara com problemas a serem resolvidos na sua frota. Evite resoluções do tipo “apaga incêndio”, ou seja, com efeitos apenas de curto prazo.

É importante enfrentar cada um desses obstáculos/problemas como oportunidades de melhoria. Afinal, só se tem otimização a partir da identificação do problema e da elaboração de um plano de ação.

Por exemplo: quanto você economizaria anualmente se gastasse com menos manutenções no seu veículo? Esse economia pode ser o montante necessário para a sobrevivência em uma crise econômica inesperada.

Mas como otimizar uma operação sem conseguir identificar os problemas dela?

Existem muitas perdas ocultas envolvidas nas operações de logística e transporte. Por exemplo, um motorista que abusa do acelerador e provoca desgaste do motor, aumentando a necessidade de manutenções constantes. Como você atuará sobre este problema sem o acesso à informação?

Por isso se faz tão importante o investimento em tecnologia nas operações de logística e transporte. Além de economia financeira, promovem mais segurança para a sua frota com a prevenção de acidentes de trânsito.

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