como-funciona-sensor-de-fadiga

Como funciona o sensor de fadiga?

Postado em: Prevenção de acidentes Sensor de Fadiga

Recebemos contatos com dúvidas sobre como funciona o sensor de fadiga, então preparamos esse post explicando de forma completa como essa ferramenta tão importante para sua gestão de frotas opera.

Sabemos que as maiores causas de acidentes de trânsito são as falhas humanas, fato que mostra a urgência em se trabalhar soluções que ajam diretamente nos comportamentos de risco em direção. De maneira muito positiva, percebemos a tecnologia como uma grande aliada na busca pela prevenção de acidentes, com soluções que impactam comportamentos que causam acidentes, gerando alertas, conscientização e bons resultados na segurança dos condutores.

sensor de fadiga

Como exemplos de tecnologias que trazem resultado destacamos a telemetria e o videomonitoramento, soluções que já entregam grandes contribuições para a prevenção de acidentes. O monitoramento da condução dos motoristas, informações geradas pelos sistemas e alertas de eventos que oneram a operação fazem toda a diferença entre uma gestão de frotas de sucesso ou não.

Neste post vamos dar ênfase a uma nova tecnologia que cada vez ganha mais espaço nas operações e tem provado trazer resultados muito efetivos: o sensor de fadiga. Muitas pessoas têm dúvidas sobre como ele funciona, então vamos fazer uma série de posts esclarecendo o que é o sensor de fadiga, como ele funciona e quais são os benefícios que traz à gestão de frotas. Então vamos começar!

O que é o sensor de fadiga?

Existem várias opções de sensores de fadiga, dos mais simples que detectam apenas os motoristas em fadiga e sonolência, aos mais completos que atuam diretamente em 6 comportamentos de risco que estão entre as maiores causas de acidentes de trânsito:

● Fadiga
● Distração
● Uso de celular
● Distância perigosa em relação a outros veículos
● Fumar enquanto dirige
● Mudança de pista sem acionar o alerta

A condução distraída e em fadiga são exemplos de grandes causas de acidentes que poderiam ser evitados e que estão entre os mais difíceis de se detectar. O sensor de fadiga atua analisando o comportamento do motorista, combinando informações sobre os movimentos do veículo, a estrada à frente e o nível de atenção do condutor. Ele identifica os comportamentos de risco e o alerta em tempo real. Os alertas na cabine auxiliam os condutores a manterem o foco na estrada, reduzindo riscos e os conscientizando sobre a importância de uma condução segura.

Os mesmos alertas chegam também no centro de controle operacional, que pode empregar ações imediatas para a resolução do problema, e também colher informações valiosas para pensar estrategicamente em como aumentar a segurança de suas operações. Com os eventos gerados pelo sensor de fadiga é possível identificar aqueles motoristas mais propensos a sofrerem um acidente de trânsito devido aos comportamento de risco que cometem e os trechos de viagem que podem causar mais cansaço e sono, por exemplo.

Um exemplar de sensor de fadiga é o Vsafe. Ele detecta padrões de comportamento, analisa os movimentos do veículo e avalia o desempenho do motorista em relação aos eventos na estrada. Algoritmos de reconhecimento de padrões e visão computacional fazem dessa tecnologia um grande diferencial em inovação e safety para empresas que têm a preocupação de proteger a vida de seus motoristas e terceiros.

sensor de fadiga

Quais comportamentos de risco o sensor de fadiga detecta e alerta?

Cada evento que o sensor de fadiga detecta não é escolhido à toa. Vamos te contar abaixo como estes comportamentos indevidos aumentam o risco de acidentes de trânsito, acarretando até mesmo em fatalidades. E como o sensor de fadiga atua sobre eles buscando a segurança dos condutores.

Fadiga

sensor de fadiga

Quando estamos com sono os reflexos diminuem, os bocejos aparecem e as pálpebras ficam pesadas. Apesar desses avisos, muitos motoristas insistem em dirigir mesmo nessas condições. Mas atenção: um pequeno cochilo de três segundos ao volante pode ser fatal. Para se ter noção do risco relacionado à privação de sono, vamos exemplificar: uma pessoa que dormiu apenas 5,5 horas apresenta 10 vezes mais chances de causar um acidente de trânsito em relação a outra que dormiu 8 horas. Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o sono e cansaço são causas de 50% dos acidentes nas rodovias.

O sensor de fadiga detecta situações em que o motorista se apresenta cansado e sonolento, o alertando de forma visual e sonora em tempo real. Sem esse equipamento é muito difícil o gestor de frotas identificar aqueles motoristas que estão mais propensos a sofrerem acidentes por privação de sono. Não se pode jogar no escuro em uma gestão de frotas, certo? Ainda mais quando se trata de vidas. Quando são identificados esses motoristas, há muitos trabalhos significativos a serem desenvolvidos: como escalas por cronotipo do sono, salas de estimulação, processos de liberação de viagem e campanhas de conscientização. Você pode saber mais em nosso Guia do Sono e Direção.

Distração, uso de celular e cigarro

De acordo com a revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), um dos maiores fatores causadores de acidentes é a falta de atenção do motorista. O tempo de reação de um condutor completamente concentrado é em média de 0,75 segundos, e caso esteja usando o celular, o intervalo já aumenta para 1,7 segundos. Isso parece pouco, não é mesmo? Mas você sabia que a distração do motorista por um período de 2 segundos, em um veículo guiado a 60 km/h, faz com que o carro percorra um trajeto de 37 metros às cegas?

Outro exemplo é o de se acender um cigarro dentro do veículo e alcançar a velocidade de 100 km/h. Nessa situação, o motorista perde cerca de 2 segundos de atenção e acaba percorrendo 115,9 metros até que consiga parar o carro. Cinco segundos sem prestar atenção na direção, em uma velocidade média de 60 km/h, equivalem a 80 metros percorridos sem o motorista saber o que está acontecendo na pista. Geralmente são nessas situações que acidentes ocorrem.

Mais uma vez o sensor de fadiga se mostra fundamental, pois a tecnologia consegue identificar condutores distraídos que desviam constantemente os olhos da pista, aqueles que utilizam celular e até mesmo fumam enquanto dirigem. Nessas situações os motoristas também são alertados em tempo real e vídeos das infrações são gravados para feedback, gerando maior impacto e resultado no propósito de salvar vidas no trânsito.

Distância Perigosa

O condutor que não respeita a distância mínima do veículo à frente tem um tempo muito menor para reagir e parar o carro em caso de risco. Para frear um veículo em movimento, o motorista passa por um percurso relativamente longo até parar completamente, pois durante a reação do motorista o carro ainda percorre alguns metros. Esse tempo pode variar entre três quartos de segundo a 2 segundos (com o álcool ou cansaço, o tempo é bem maior). O fator velocidade também influencia diretamente, assim, quanto mais rápido o veículo estiver, maior o tempo de parada. Vamos exemplificar:

Em pista seca, se o veículo estiver a 50 km/h, ele só vai parar totalmente após 45 metros. A 70 km/h, esse mesmo veículo levará 70 metros para parar totalmente. O perigo nessas situações é iminente, assim, evitá-las pode garantir a segurança dos motoristas de sua frota.

O Vsafe mencionado acima é um exemplo de tecnologia que atua dentro da cabine com câmera voltada para o motorista e para a pista. O que possibilita que o condutor seja alertado também sobre eventos de distância perigosa e mudança de faixa sem a sinalização da seta. Esses alertas vão criando hábitos mais seguros de condução e conscientização sobre um trânsito mais humano.

Por que optar pelo sensor de fadiga?

Aqui na verdade, nós é quem buscamos uma resposta: por que não optar pelo sensor de fadiga?

Se sua gestão de frotas ainda não possui um trabalho que visa reduzir esses comportamentos de risco exemplificados no artigo e zerar os acidentes de sua frota, suas prioridades podem estar erradas.

Se não consegue identificar esses eventos de risco com as tecnologias que utiliza, e assim proteger seus motoristas e terceiros, está contando apenas com a sorte. Até quando seguirá no escuro com sua gestão de frotas? Um acidente de trânsito traz custos materiais enormes, e um custo de reputação e social muito maiores. Não espere acontecer, aja preventivamente e preditivamente em relação à segurança de seus motoristas.

Soluções Relacionadas

Accident Prevention
Prevenção de acidentes

Indicadores e perfil de condução dos motoristas com maior risco de acidentes de trânsito.

Ver mais
Gestão de frotas
Gestão de frotas

Total controle sobre a perfil de utilização e produtividade da frota, permitindo otimização de veículos ociosos e rápidas tomadas de decisão.

Ver mais
telemetria veltec - condução econômica
Condução econômica

Análise de perdas na operação por condução inadequada dos motoristas através de dados de telemetria.

Ver mais